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O que muda na adolescência?

Já tinha parado para pensar na quantidade de mudanças que essa fase proporciona?
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Mudanças de dentro para fora, questionamentos que parte dos familiares, dos grupos, da sociedade e de si.
Quantas experiências a fase da adolescência nos proporciona.
– As informações dadas sobre essa fase visam, acima de tudo, quebrar um pouco do conceito de “aborrecência” que gera uma barreira negativa sobre o processo de adolescer.
– Conhecimento e empatia para criar mais pontes e menos barreiras entre os jovens e os adultos.
– Psicóloga Tamara Maia – CRP: 11/09971.

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A importância da empatia dos adultos no relacionamento com as crianças

Já falei sobre o surgimento da empatia na vida das crianças, agora é hora falar da importância da empatia dos adultos com as crianças.
☁️ Você trata as crianças que fazem parte da sua vida com empatia?
Você consegue pensar como ele/ela está se sentindo naquele exato momento passando por uma situação “X”?
☁️ Geralmente quando a criança apresenta tristeza ou dor é mais fácil se colocar de forma empática e acolher as emoções dela, dar um colo, um consolo… E ser empático no momento que surge uma raiva ou uma frustração por parte da criança? Será que conseguimos nos colocar no lugar dela (e)? Para muitos de nós esse é o momento mais desafiador.
☁️ Crescemos e naturalmente esquecemos muitas coisas.
É possível que não faça parte da nossa memória de hoje o quanto que na nossa infância a mesma situação “X” também nos causou raiva, frustração ou desespero, e que sentindo tudo isso o que nós menos precisávamos era de alguém que “nos rebatesse” com as mesmas emoções.
☁️ Na dúvida sobre como agir que tal pensar em como você gostaria de ser tratado se estivesse passando por aquela mesma situação?
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Conhece algum adulto que pode beneficiar uma criança e a sua relação com ela a partir dessa reflexão? Compartilha esse post com essa pessoa.
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Tamara Maia | CRP: 11/09971.
Psicóloga Clínica de Crianças e Adolescentes.

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5 frases que não agregam valor ao repertório da criança

Sabemos que o que é vivido na infância não fica somente na infância, há muitas marcas que nós adultos carregamos que foram vivenciadas lá atrás, ainda na infância. Pensando nisso consideramos que é preciso ter cuidado com o tipo de conteúdo que passamos para as crianças, seja ele verbal ou através das nossas atitudes.

Entenda: Se você é uma pessoa que a criança ama, considera especial ou admira, o que você falar terá um peso dobrado para ela. Por isso vamos cuidar da nossa fala em relação aos pequenos. Abaixo apresentamos algumas frases que não agregam valor ao repertório da criança, confiram:

1. “Nada de chorar” ou “Engole esse choro”
Eu sei, é possível que você não goste de ver a criança chorar ou simplesmente aquele não seria teoricamente o “ambiente apropriado” para a criança expor a suas emoções. Porém, os sentimentos precisam ser vivenciados e para a criança não existe momento ideal para expressar as suas emoções, elas simplesmente acontecem e chegam com a necessidade de serem expressas ou “postas para fora”. Quando falamos para a criança não chorar ela aprende a esconder ou camuflar as suas emoções, com isso passa a não desenvolver a capacidade necessária para lidar com elas de forma saudável. Acredito que não é isso que você deseja.

2. “O seu amigo faz isso…”
“O seu amigo já faz a lição de casa sozinho e tira notas ótimas” ou “Na sua idade eu já ajudava os meus pais com as tarefas domésticas”.
Comparações: Quanto menos elas existirem, melhor de se viver!
Você consegue se sentir bem se, por exemplo, no seu trabalho o seu chefe te compara com o seu colega da mesa ao lado? “O fulano entrega os relatórios bem antes de você e em perfeitas condições” É bacana ouvir uma comparação dessas? Percebe que dessa comparação pode até despertar uma rivalidade desnecessária?
Todos nós somos seres singulares, com qualidades e pontos a serem aperfeiçoados. Não diminua a criança comparando-a com qualquer pessoa.

3. “Você é um menino tão chato”
Rótulos e a sua implicação negativa para o desenvolvimento dos pequenos. Quem já acompanha o meu instagram (@psicologiadainfancia) certamente já viu algum tipo de conteúdo esclarecendo o poder que os rótulos têm de limitar a existência das crianças, e é exatamente isso que acontece. As crianças não consegue separar aquilo que você diz da realidade delas, nesse sentindo elas são mais esponjas que filtro. Se você fala que elas são chatas, malcriadas, bobas ou o que for, é muito possível que elas acreditem e se comportam exatamente como você já profetizou.

4. “Eu prometo que…”
Apenas não prometa caso você não saiba se poderá cumprir de verdade. Para a criança, não realizar aquilo que você deu a sua palavra que faria é o mesmo que quebrar um importante voto de confiança. Acredite, elas não irão esquecer daquilo que você prometeu. É comum inseguranças surgirem na infância quando os pais possuem o hábito de prometer algo e não realizar, por isso, sempre que possível, guarde as promessas para algo que seja 100% seguro de ser realizado.

5. “Porque eu estou dizendo…”
Opa, cadê a justificativa? Você pode até pensar: “Mas eu que sou o adulto, eu não preciso justificar as minhas ações para a criança!”. Quando priorizamos o respeito pela criança, sim, é preciso justificar! Atenção para não utilizar da sua autoridade como pai/mãe para agir com autoritarismo. Outro ponto a ser considerado: Se você deseja que a criança realmente compreenda os motivos para fazer ou não fazer algo, é preciso que isso seja justificado, só assim a criança irá assimilar tais motivos, fazendo com que isso comece a ser incorporado não por que o pai mandou ou a minha mãe mandou, mas sim pelo fato da criança ter aprendido os reais motivos.

Psicóloga Tamara Maia – CRP: 11/09971.

Espero que tenham gostado do tema de hoje. Você conhece alguém que poderá se beneficiar com esse conteúdo? Manda o link do blog para essa pessoa!

Também estou diariamente no Instagram, me segue: @psicologiadainfancia.