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Do que as crianças pequenas precisam?

Supervisão, encorajamento e paciência.
– Supervisão é importante, é aquele olhar atento que confia, mas que sabe que a ajuda poderá ser inevitável.
– Encorajamento para que as crianças se sintam motivadas e capazes de alcançar algo. Muitos desafios que parecem pequenos para nós podem ser imensos para uma criança. Desejamos que elas se sintam encorajadas para tentar.
– Paciência para preservar a saúde mental de todas e entender que o ritmo da criança é outro! Para isso não existe uma fórmula, mas existe uma construção diária que envolve autopercepção e escolhas conscientes. Sei que todos nós temos momentos difíceis, que não é todo dia que acordamos um “poço de paciência”, mas buscar essa virtude e vivê-la sempre que possível é recompensador.
– Notem que eu não falei sobre nada que não possa ser encontrado dentro de cada um. Não falei em grandes passeios, viagens, mega brinquedos da moda ou dias inteiros de atividades. Podemos praticar tudo isso da onde estivermos.
Psicóloga Tamara Maia | CRP: 11/09971.

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A rivalidade entre irmãos é acentuada quando adultos possuem o hábito de compará-los

Que atire a primeira pedra quem nunca pensou em comparar. Aqui não é um espaço para julgamentos, mas sim de reflexão.
Quais são os prejuízos da competição? Diversos! Dentre eles o fato de que sempre vai existir um favorecido e outro em desvantagem, para os dois casos há desnatagens.

Possíveis prejuízos para os “favorecidos”:
– Sensação de superioridade.
– Distanciamento do irmão por se julgar superior.
– Acobertamento de erros para não sair da “zona de quem sempre acerta”, podendo criar o hábito de mentir.
Possíveis prejuízos para quem fica em desvantagem: 
-Sensação de inadequação.
-Baixa autoestima.
-Falta de motivação para tentar modificar certos aspectos.

O parâmetro mais ideal de comparação encontra-se no espelho. 
Que tal comparar a criança com ela mesma? Sem dúvidas o tempo também trouxe avanços para ela.


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O que muda na adolescência?

Já tinha parado para pensar na quantidade de mudanças que essa fase proporciona?
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Mudanças de dentro para fora, questionamentos que parte dos familiares, dos grupos, da sociedade e de si.
Quantas experiências a fase da adolescência nos proporciona.
– As informações dadas sobre essa fase visam, acima de tudo, quebrar um pouco do conceito de “aborrecência” que gera uma barreira negativa sobre o processo de adolescer.
– Conhecimento e empatia para criar mais pontes e menos barreiras entre os jovens e os adultos.
– Psicóloga Tamara Maia – CRP: 11/09971.

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3 motivos para aderir à rotina na vida das crianças

Costumamos a falar que a rotina é muito imporante para a vida das crianças, mas você sabe os motivos? Saiba agora três deles.

  1. A rotina oferece segurança para a criança.
    As rotinas geram a sensação de segurança e confiança. Sabemos que as crianças que seguem uma rotina diária tendem a ser mais confiantes.
    O que acontece é que quando os pequenos repetem a mesma tarefa todos os dias, eles desenvolvem a capacidade de prever eventos, isso faz com que eles tenham a sensação de que está tudo sob controle e com isso ganham uma segurança maior.
    ↪ 2. A rotina estimula a independência.
    Seguir uma rotina é um excelente exercício para estimular a autonomia das crianças. Por saber o que é esperado dela naquele momento, a criança apresenta condições para realizar as suas atividades sem que seja necessário a intevenção direta de seus cuidadores. Aqui falamos das ações que são indicadas para a faixa etária da criança.
    ↪ 3. A rotina favorece o desenvolvimento do senso de responsabilidade.
    Quando as crianças aprendem a seguir uma rotina elas desenvolvem um maior compromisso com as suas tarefas diárias, estando mais conscientes dos seus comportamentos e a assumindo a responsabilidade por suas ações.
Quadros de Rotinas da Little Lion, com opções de cartões extras dependendo da demanda da criança.

A nossa dica de Quadros de Rotinas é o que você encontra na Little Lion, inclusive você pode fazer o seu pedido pelo site: www.LittleLion.com.br

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Violência na infância pode deixar marcas para toda a vida

Os estudos avançam nos mais diversos campos, se tratando de desenvolvimento infantil não seria diferente. Por anos a palmada foi a “lei” que imperava em muitos lares e os estudos chegaram para avaliar os impactos dessa prática.
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Um estudo* que avaliou os impactos da punição física concluiu que:
A punição física na infância está associada a transtornos de humor, transtornos de ansiedade, abuso / dependência de substâncias, e transtornos de personalidade em uma amostra da população geral (pesquisa feita nos EUA).
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Esses achados informam o debate em andamento em torno do uso da punição física e fornecem evidências de que punições físicas severas, independentemente de maus-tratos na infância, estão relacionadas a transtornos mentais.
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* http://pediatrics.aappublications.org/content/130/2/184
Fonte da pesquisa feita em 2012, para quem quiser saber mais sobre o tema.
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Psicóloga Tamara Maia – CRP: 11/09971. Publicado em: @psicologiadainfancia.

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A importância da empatia dos adultos no relacionamento com as crianças

Já falei sobre o surgimento da empatia na vida das crianças, agora é hora falar da importância da empatia dos adultos com as crianças.
☁️ Você trata as crianças que fazem parte da sua vida com empatia?
Você consegue pensar como ele/ela está se sentindo naquele exato momento passando por uma situação “X”?
☁️ Geralmente quando a criança apresenta tristeza ou dor é mais fácil se colocar de forma empática e acolher as emoções dela, dar um colo, um consolo… E ser empático no momento que surge uma raiva ou uma frustração por parte da criança? Será que conseguimos nos colocar no lugar dela (e)? Para muitos de nós esse é o momento mais desafiador.
☁️ Crescemos e naturalmente esquecemos muitas coisas.
É possível que não faça parte da nossa memória de hoje o quanto que na nossa infância a mesma situação “X” também nos causou raiva, frustração ou desespero, e que sentindo tudo isso o que nós menos precisávamos era de alguém que “nos rebatesse” com as mesmas emoções.
☁️ Na dúvida sobre como agir que tal pensar em como você gostaria de ser tratado se estivesse passando por aquela mesma situação?
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Conhece algum adulto que pode beneficiar uma criança e a sua relação com ela a partir dessa reflexão? Compartilha esse post com essa pessoa.
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Tamara Maia | CRP: 11/09971.
Psicóloga Clínica de Crianças e Adolescentes.

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Por quais motivos as crianças fazem tantas perguntas e como lidar com essa fase.

Chega um momento em que todo pai ou mãe se depara com um constante bombardeio de perguntas, você certamente concordará que às vezes nem consegue ouvir seus pensamentos, porém é importante não perder a paciência e saber que neste estágio de desenvolvimento, como em tudo, nossa disposição e orientação são cruciais para a maneira como nossos filhos se relacionam com o mundo ao longo de suas vidas.

Quais são os motivos de tantas perguntas?

A fase das perguntas geralmente aparece após os três anos de idade, nesta fase a linguagem passa por um grande desenvolvimento que lhes permite perguntar e dar informações, expressar dúvidas, sentimentos e continuar as conversas.
Por mais desafiador que possa parecer para nós, não devemos esquecer o fato de que é uma fase normal e indicativa que a linguagem e o pensamento de seu filho se desenvolvem adequadamente. As crianças têm uma necessidade incansável de explorar, manipular objetos, colocá-las em suas bocas, observar e investigar seu ambiente e, quando a linguagem aparece, há também questões que significam uma nova maneira de conhecer e investigar seu ambiente. Para lidar adequadamente com a comunicação, evitar a frustração e preservar a paciência, é muito útil que os pais saibam que, como qualquer outra etapa, é parte de um processo natural e necessário para o desenvolvimento de nossos filhos.

 

Quais habilidades as crianças desenvolvem através das perguntas?

Sendo a linguagem uma nova ferramenta para eles, eles vão querer praticá-la. Através da linguagem eles exercitam sua capacidade de perguntar e responder, imitar a entonação, ritmo de frases, palavras, novos conceitos, habilidades de compreensão ao processar a informação. Em sua mente tudo tem uma origem e um propósito, tudo tem que ter uma razão, então as perguntas os ajudam a ordenar, a entender, a expandir seu mundo e a compreendê-lo.

 

Como os pais devem agir na fase das perguntas?

Com o entendimento de que é um estágio normal de desenvolvimento, a participação dos pais é muito importante quando as crianças entram nessa fase. Eles são normalmente direcionados para nós porque somos o intermediário ou o guia através do qual eles podem obter uma explicação da realidade que estão conhecendo. A forma, a atitude e a disposição com as quais respondemos terão uma influência decisiva sobre como as crianças se relacionam com o mundo ao longo de suas vidas.O mais aconselhável é responder naturalmente, de maneira simples, agradável e interessante: com exemplos adaptados ao seu nível de entendimento, sem mentir para eles e tendo consciência do que eles podem assimilar.

O que devemos evitar?

Ignorar, ridicularizar, menosprezar a pergunta. Exemplos: “Essa é uma pergunta boba” / “Lá vem você com esse assunto novamente, que chato”.
Ridicularizar, ignorar ou punir pode levar ao desenvolvimento de timidez ou insegurança, isso pode levar ao desenvolvimento de uma crença falsa sobre si mesmo, problemas de adaptação, sensação de incapacidade ou conformidade.

Lembre-se de deixar em aberto os canais de comunicação: Essa fase das perguntas é a base para uma boa comunicação e de relação de confiança a longo prazo com o seu filho (a).

Texto de Sofía Mata (disciplinapositivaMX), traduzido e adaptado por Psicóloga Tamara Maia – CRP: 11/09971.

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Transtorno de Ansiedade na Infância

Aquela sensação de friozinho na barriga quando um grande evento se aproxima ou quando um parente de fora vai chegar, é algo que (de forma geral) não precisamos nos preocupar.

Porém, quando a criança passa a viver em função de eventos futuros, quando esse “frio na barriga” parece não passar e quando as atividades diárias são afetadas por conta disso, é sinal de que algo não vai bem.

Quando a ansiedade é normal e quando é patológica?

Os medos e preocupações fazem parte da vida de todos nós, até mesmo os bebês já demonstram sinais de ansiedade (entre os 6 e 12 meses de vida). Esses temores na infância não são patológicos quando são transitórios, ou seja, não são excessivos, são esperados para a fase da criança, não alteram a rotina da família e não costumam a afetar o cotidiano da criança e tendem a “desaparecer” de forma gradual. Na dúvida se a ansiedade /ou temor que o seu filho (a) seria normal ou patológica, é indicado que busque um profissional para avaliação.

Conheça alguns sintomas de Transtorno de Ansiedade na Infância:
– Preocupações excessivas.
– Dores de cabeça.
– Falta de ar.
– Suor em excesso.
– Dificuldade de atenção.
– Agressividade.
– Sentimento de culpa.
– Mudança de hábitos alimentares.
– Aparição de medos que antes não existiam, dentre outros.

Dentro das manifestações de ansiedade das crianças e adolescentes podemos considerar que há: Transtorno de Ansiedade de Separação, Fobias, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno de pânico, Transtorno de Estresse pós-traumático, Transtorno de Ansiedade Social/Fobia Social, Transtorno Obsessivo-compulsivo.

A ansiedade quando ignorada na infância tende a persistir durante as outras fases da vida, podendo gerar outras psicopatologias.

Como os pais poderiam auxiliar o filho?

A orientação para os pais parte do princípio que, sendo um transtorno, é necessário que se busque um Psicólogo para que ele possa te orientar de forma singular, levando em consideração as queixas do seu filho (a) e qual seria o tipo de Transtorno de Ansiedade que estaria se manifestando. Desde já oriento que o acolhimento nesse momento é fundamental, ou seja, não brigar com o seu filho por ele apresentar o que vem apresentando, buscar entender o seu problema e ter paciência para juntos buscarem soluções que possam trazer o bem-esta para ele (a),

E o tratamento para o Transtorno de Ansiedade?

O tratamento é realizado com o auxílio de um Psicólogo após ter sido feita uma avaliação diagnóstica que indique que se trata de um caso de Transtorno de Ansiedade.
A família e a escola são dois grandes aliados para o sucesso do tratamento. Importante: Em caso de dúvidas busque um Psicólogo capacitado para atender a faixa etária da criança.

Psicóloga Tamara Maia – CRP: 11/09971.

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Vamos falar sobre a famosa “Birra”?

 

 

Desde 2016 falo sobre esse tema através do instagram (@psicologiadainfancia), hoje nós vamos falar sobre a famosa “Birra” ou “Terrible Two” a partir de um resumão de parte do que já foi dito.

Começo esse texto com um convite: Vamos olhar de forma empática para essa fase?

A criança encontra-se aos 2 anos em transição, onde deixa de ser um bebezinho e ganha independência física para correr, pular, explorar.

Pensando em seu desenvolvimento emocional sabemos que a criança ainda não consegue lidar com certos sentimentos, que para ela são extremamente intensos!

A birra significa um alarme no cérebro da criança que causa um comportamento explosivo. O cérebro da criança encontra-se em desenvolvimento, por não estar pronto pode entrar em “curto-circuito”. O cérebro da criança pequena, até por volta de cinco anos, não possui desenvolvimento suficiente para compreender a relação entre seus atos e as consequências. Durante esse período a criança não demonstra controle emocional, não para “provocar e afrontar os pais com ataques de birra”, mas sim por não possuir amadurecimento neurológico suficiente para se comportar de forma equilibrada, por isso em alguns momentos ela entra em crise (crise = birra).

Durante o momento da “birra” o cérebro encontra-se em desequilíbrio, a criança vivencia um sentimento desagradável e um enorme mal-estar. Imagina o que acontece quando ela é ignorada ou punida por isso?
O desenvolvimento da criança não será facilitado e seu sofrimento será ainda mais elevado.

Explosões de emoções aos 2 anos são esperadas, algumas crianças apresentam mais, outras menos. Isso não quer dizer que a criança é “mal educada” ou “birrenta”.

Os principais fatores que desencadeiam o momento da birra, são: Fome, sono, cansaço, fortes emoções, excesso de estímulos, imaturidade cerebral.
Que tal pensar no que aconteceu antes dessa “birra”? O processo que deixa a criança nesse nível de gritar ou se jogar ao chão precisa ser percebido para que nas próximas vezes os pais consigam intervir antes do “disparo do gatilho”.

Aos 2 anos (em média) a criança começa a aprender a lidar com as emoções, a maneira que os pais vão conduzir esse processo faz toda diferença para as fases futuras. Não esqueça que os adultos são sempre o exemplo, perceba como você lida com as suas frustrações: Como você lida quando um trabalho foi atrasado? Como lida quando o companheiro (a) faz algo que não te agrada? E quando o trânsito fica um caos?

De fato as crianças por volta dos 2 anos podem apresentar alguns comportamentos como se jogar no chão, chorar de forma escandalosa, então vem a pergunta: O que fazer durante a birra? Minha resposta é: Não há uma fórmula mágica, mas há opções que podem ser utilizadas nesse momento. Dentre essas opções, aqui vai uma: Acalmar, acolher e conversar (AAC).

Como acalmar? Abraçando, beijando, olhando no olho da criança. São atitudes simples e eficazes. Pode ser que no começo a criança pareça não querer esse acolhimento, mas logo também irá perceber a melhora. O afeto no momento da birra tem o poder de liberar ocitocina (o conhecido hormônio do amor), baixando assim os níveis de cortisol (hormônio do estresse que é liberado no momento de tensão).

Como acolher e conversar? Auxilie a criança a descobrir o que ela sente, busque compreender os sentimentos envolvidos no momento da birra ou crise.

Crie uma oportunidade para desenvolver as conexões cerebrais da criança que serão essenciais para que ele possa lidar com futuros estresses. Valide a emoção da criança, sem menosprezar o que ela sente naquele momento.

Importante: Busque ter autocontrole e muita paciência, lembre-se que você é adulto e que as crianças aprendem por meio do exemplo.

A fase dos 2 anos ganhou o nome de terrível através do “terrible two”, eu particularmente não gosto de chamá-la assim. Aos 2 a criança apresenta uma série de descobertas, novas brincadeirinhas, gracinhas… Já olharam por esse ângulo?

Psicóloga Tamara Maia – CRP: 11/09971.

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5 frases que não agregam valor ao repertório da criança

Sabemos que o que é vivido na infância não fica somente na infância, há muitas marcas que nós adultos carregamos que foram vivenciadas lá atrás, ainda na infância. Pensando nisso consideramos que é preciso ter cuidado com o tipo de conteúdo que passamos para as crianças, seja ele verbal ou através das nossas atitudes.

Entenda: Se você é uma pessoa que a criança ama, considera especial ou admira, o que você falar terá um peso dobrado para ela. Por isso vamos cuidar da nossa fala em relação aos pequenos. Abaixo apresentamos algumas frases que não agregam valor ao repertório da criança, confiram:

1. “Nada de chorar” ou “Engole esse choro”
Eu sei, é possível que você não goste de ver a criança chorar ou simplesmente aquele não seria teoricamente o “ambiente apropriado” para a criança expor a suas emoções. Porém, os sentimentos precisam ser vivenciados e para a criança não existe momento ideal para expressar as suas emoções, elas simplesmente acontecem e chegam com a necessidade de serem expressas ou “postas para fora”. Quando falamos para a criança não chorar ela aprende a esconder ou camuflar as suas emoções, com isso passa a não desenvolver a capacidade necessária para lidar com elas de forma saudável. Acredito que não é isso que você deseja.

2. “O seu amigo faz isso…”
“O seu amigo já faz a lição de casa sozinho e tira notas ótimas” ou “Na sua idade eu já ajudava os meus pais com as tarefas domésticas”.
Comparações: Quanto menos elas existirem, melhor de se viver!
Você consegue se sentir bem se, por exemplo, no seu trabalho o seu chefe te compara com o seu colega da mesa ao lado? “O fulano entrega os relatórios bem antes de você e em perfeitas condições” É bacana ouvir uma comparação dessas? Percebe que dessa comparação pode até despertar uma rivalidade desnecessária?
Todos nós somos seres singulares, com qualidades e pontos a serem aperfeiçoados. Não diminua a criança comparando-a com qualquer pessoa.

3. “Você é um menino tão chato”
Rótulos e a sua implicação negativa para o desenvolvimento dos pequenos. Quem já acompanha o meu instagram (@psicologiadainfancia) certamente já viu algum tipo de conteúdo esclarecendo o poder que os rótulos têm de limitar a existência das crianças, e é exatamente isso que acontece. As crianças não consegue separar aquilo que você diz da realidade delas, nesse sentindo elas são mais esponjas que filtro. Se você fala que elas são chatas, malcriadas, bobas ou o que for, é muito possível que elas acreditem e se comportam exatamente como você já profetizou.

4. “Eu prometo que…”
Apenas não prometa caso você não saiba se poderá cumprir de verdade. Para a criança, não realizar aquilo que você deu a sua palavra que faria é o mesmo que quebrar um importante voto de confiança. Acredite, elas não irão esquecer daquilo que você prometeu. É comum inseguranças surgirem na infância quando os pais possuem o hábito de prometer algo e não realizar, por isso, sempre que possível, guarde as promessas para algo que seja 100% seguro de ser realizado.

5. “Porque eu estou dizendo…”
Opa, cadê a justificativa? Você pode até pensar: “Mas eu que sou o adulto, eu não preciso justificar as minhas ações para a criança!”. Quando priorizamos o respeito pela criança, sim, é preciso justificar! Atenção para não utilizar da sua autoridade como pai/mãe para agir com autoritarismo. Outro ponto a ser considerado: Se você deseja que a criança realmente compreenda os motivos para fazer ou não fazer algo, é preciso que isso seja justificado, só assim a criança irá assimilar tais motivos, fazendo com que isso comece a ser incorporado não por que o pai mandou ou a minha mãe mandou, mas sim pelo fato da criança ter aprendido os reais motivos.

Psicóloga Tamara Maia – CRP: 11/09971.

Espero que tenham gostado do tema de hoje. Você conhece alguém que poderá se beneficiar com esse conteúdo? Manda o link do blog para essa pessoa!

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